sábado, 12 de dezembro de 2009

As fotos não ficaram boas, mas a contraternização da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil-AJEB/RN, foi bênção.

A Presidente, escritora Lêda Marinho Varela, saúda a todas com um poema natalino.
Escritoras, Socorro Evangelista e Ninita Lucena,

Socorro Evangelista e a Presidente da Academia Feminina de Letras/RN, escritora Zelma Bezerra Furtado de Medeiros.

Acadêmicas...
Escritora potiguar, Gilda Avelino.

Ninita Lucena, escritora potiguar recita seu poema de natal para vocês!

O Lúdico no Natal
Ninita Lucena

Brincar com as palavras,
No lúdico homenagear
E com poesia desejar
Um Natal que exala
Mirra para presentear
O Menino Jesus, Deus,
Que neste mundo nasceu
Em pequena manjedoura,
Simples, entre animais.
Soube brincar e cresceu,
E só exemplo nos deu.
Poeta, culto, escritor,
Escreveu até na areia
E também nos corações,
Sua linguagem poética
Era uma grande festa...
Viveu entre pescadores,
Discursou entre doutores
Ainda criança. E arestas
Aparou, podou com amor,
Por amor a nós morreu.
Neste Natal, em poesia,
Agradeço com alegria
A Ele e a todos vocês,
Meus amigos, pelos laços
Criados nesses espaços.
Que a tecnologia nos concedeu
Para virtualmente dar abraços,
Beijos, carinhos e desejar
Felicidades sem par,
Um ano novo repleto
De benção a se concretizar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

As confreiras da SPVA, Deth Hack e Rosa Regis, na Academia de Trovas do RN.


Imortalidade no Reino da Trova.

Eis que mais uma vez a ATRN-Academia de Trovas do Rio Grande do Norte esta em festa. Três novos Poetas desembarcaram na “Imortalidade Acadêmica” confirmando a força das Mulheres que a muito orgulha este pedaço do Brasil. Desde Clara Camarão uma Idigena brasileira da tribo Potiguar do bairro de Igapó na Cidade do Natal, então Capitania do Rio Grande do Norte (hoje o estado do Rio Grande do Norte), nascida na metade do século XVII é considerada uma das precusoras do feminino no Brasil ela rompeu barreiras acabando com a divisão de trabalho da tribo ao se afastar dos afazeres domésticos, para participar de batalhas junto ao seu marido durante as
invasões holandesas. Clara também liderou um grupo de guerreiras nativas na luta contra os holandeses durante a colonização em1637. Em 1927, no dia 25 de outubro, A Lei n° 660 foi aprovada e várias mulheres requereram suas inscrições eleitorais e, a professora Celina Guimarães obtém seu registro e se torna a primeira eleitora do Brasil. No dia 5 de abril de 1928, foi eleita a primeira mulher escolhida para ocupar um cargo eletivo: Alzira Soriano, eleita prefeita de Lajes. É... Os tempos mudaram Vilma Maria de Faria Governa o Estado, Rosalba Ciarline no Senado Federal, Micarla de Souza a Prefeita da cidade, Na Câmara dos Vereadores, Julia Arruda e a Sargento Regina, Mulheres que fazem história reafirmando as conquistas do feminino na província Potiguar. E sobre as bênçãos do Vento, que soprou veementemente como se coroando a nossa indicação, essa feita pelo Vate Francisco Macedo, a ATRN inova seus quadros, desta feita dando posse a duas Mulheres, Deth Haak “A Poetisa dos Ventos” e Rosa Régis, ‘ Rosa do Cordel, Poetas Del Mundo e ao Bardo Luis Cláudio da cidade de Macau-RN. Dr. José Lucas Presidente da ATRN , convida a composição da mesa essa composta pelas autoridades presentes, e eis a minha surpresa: o Cônsul Poeta Del Mundo Silvino Potêncio de Portugal representando a entidade, e não para ai, como Sócio Correspondente, o Cônsul Poeta Del Mundo, Luis Antonio Cardoso de Taubaté São Paulo, A Presidente da Academia de Feminina de Letras Zelma Furtado, Abaeté ( Casa do Cordel) Joamir Medeiros UBT, A presidente da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN, Senhora Geralda Efigênia, Todos Poetas Del Mundo! Após o juramento do Trovador, lido pela Poetisa Cordelista e Imortal Rosa Régis em nome de todos os empossados, eis o Discurso de Posse de Deth Haak:

Boa noite Senhoras e Senhores, autoridades presentes.

Saúdo a mesa em nome do Secretário Geral de Poetas Del Mundo Senhor Luis Árias Manzo, e da Secretaria Geral do Brasil, Embaixadora Deslasnieve Daspet.
Senhor Presidente da ATRN; Poeta Del Mundo José Lucas de Barros, Confrade Ademar Macedo Cônsul Poeta Del Mundo, por Santana dos Matos, Confrade Joamir Medeiros Cônsul da cidade do Natal. Pedro Grilo Neto Cônsul Poeta Del Mundo, amigos que me são caros. Permita-me iniciar minhas palavras expressando meu sentimento de gratidão A Academia de Trovas do Rio Grande do Norte, saudando as mulheres presentes. Em nome da Confreira Clevane Pessoa de Araújo. Potiguar de São José do Mipibú membro desta Academia e minha madrinha literária, e aos homens em Nome do Mestre da Trova Luis Otávio. É com muita honra que passo ocupar nesse momento a Cadeira N. 10, antes ocupada pelo Jurista Giovane Xavier da Cunha, Um potiguar nascido na Cidade de Martins, em 1º de março de 1923, Foi Juiz de Direito em Natal, membro da ATRN, da Academia Diocesia e da UBT. No biênio 1985 / 1986 da ATRN. Prometo honra-lo mesmo sem ser Jurista Pois a muito venho advogando por Justiça Social, pelas causas do Planeta e Preservação da vida, Bênçãos Poeta! E por acreditar que nada poderia ser diferente, recito uma de suas Trovas:

Na vida em sua grandeza,
há um só sistema a seguir
:- preservar a natureza,
usando-a sem destruir.

Ele disse em poucas linhas a verdade maior!

E em Poesia louvo ao Vento.

Moinhos ao Vento! Eiras! Solares!
Antepassados! Rios! Luares!
Tudo isso eu guardo, aqui ficou:
Ó paisagem etérea e doce,
Depois do Ventre que me trouxe,
A ti devo eu tudo que sou!

Assim cantou o menino triste que se chamou Antônio Nobre, em um dos mais belos poemas do Só.– não em beleza, claro, mas em candura – digo eu das paisagens da cidade do Natal: principalmente das que se acham mais vivas e ligadas à minha infância que longe vai. Areias dunares que o luar prateia refletindo nos mares, inspirando a poesia que reveste de rimas as causas e as coisas dos humildes: Casas dos pobres que o luar, à noite, caia... Contudo Mais viva a presença do Vento que sopra vindo do mar que em muitos dias a noite cala, quando busca o poeta refugio para as dores da Natureza que o homem achincalha. Nasci na beira da praia, Armação dos Búzios RJ, terra de meus ancestrais e aqui homenagem póstuma a meu pai, Manoel Custódio Alves, que precocemente alfabetizou essa que vos fala. E com esta frase, que de tanto repetir acabei por decorar “Procuremos por todos os meios fazer da vida um bem.” “A vida é boa; os homens a fazem má.” Desafiada por Orfeu a fazer um pronunciamento pequeno como são pequenas as Trovas que dizem tanto em nome da família que adotou, a Poetisa dos Ventos” a Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do Rio Grande do Norte, me pareceu bastante difícil, dado a diversidade de escolas que representamos na sociedade literária, mas, como todos somos Poetas, comecei, então, me perguntando: Você gosta de discursos longos? Não, a parti deste dia, Cinco de dezembro de 2009, prometo muito dizer em quatro linhas!

O que me fez Poesia? Deus me dotou de curiosidade incomum, um gosto especial pelo desafio, e excepcionalmente perseverante, diferiu-me dos três irmãos com uma criatividade especial e difícil de definir: curiosa, todas as crianças o são. Criativa, um mais do que os outros, mas muitas pessoas são criativas, e nem por isso optam pela missão de ser Poeta. Assim, entendo que a criatividade de todos nós, busca encontrar um ambiente favorável se estimulado, como a menina que fui para que a minha vocação pudesse desabrochar. Cada um de nós aqui presente, independente da área do conhecimento que escolhemos embora diferentes, compartilhamos algumas singularidades e similaridades. Em algum lugar, em algum momento sofremos influências de outras escolas, adicionadas a algumas características inatas (o que o Poeta não pode deixar de considerar)

0 que me trouxe até aqui neste momento extremamente honroso para qualquer Vate?
Talvez o que nos una, seja que tenhamos em comum um pouco de cada uma das características acima referidas, mas acima de tudo, certamente tivemos a sorte de encontrar um ambiente propício ao desenvolvimento de nossas potencialidades, grandes mestres, grandes mentores. Mais que tudo, tive grandes exemplos! Nesse ambiente favorável, nossos talentos inatos tiveram a oportunidade de se desenvolver. E em nome dos Poetas Del Mundo, e do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN Academia Virtual Sala dos Poetas e Escritores, dos Movimentos sociais Sos Ponta negra, Filhos de Ponta entre outros... Entidades agraciadas com esta honraria, que os Bardos ora empossados, venho agradecer ao Mestre dos mestres, que habita no coração de todos nós, Jesus Cristo o maior Poeta que pela terra andou.

Deth Haak
“A Poetisa dos Ventos”
“Cônsul Poeta Del Mundo – RN”.
Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN
Círculo Universal dos Embaixadores da Paz

E minhas Trovas hão de ficar!

Se meu verso fosse arma
guerreando dia a dia.
O estopim era a palavra
Explodindo em Poesia...

A brisa me beija mansa,
arrepia o corpo inteiro.
A inspiração em mim dança,
escrevo o verso primeiro.

Vou dizendo no caminho;
a poesia é meu exemplo.
Poema procura o ninho,
Orfeu diviniza o templo.

A este vento que me inspira
digo voejando contente,
é triste quem não admira
traços que tecem a gente.

Do vento sou marketeira,
guerreira se for preciso.
O vento insufla a poeira
e eu me arrisco num improviso.

Não há dor nem há tortura
no meu sonho realizado,
que vento pela cultura,
não é triste, é o meu legado!

No Orbe desenho o meu dia,
aos poetas, meu recado:
Execrem a hipocrisia
no seu acorde riscado.
Brisa que aqui é soprada,
no rimar mais de repente.
Poesia chega alentada,
a toda gente que a sente...

Se um só Poeta trovar,
como as ondas no oceano.
Viria à paz pelo mar,
liberando amor humano!...

Amor chega de repente,
a Paz habita na vida.
A sorte que brinda gente
traz a amargura devida...


Encanta-me essa magia,
do ente que muito padece.
Escrevendo em poesia
o amor que a Deus agradece...

O Vento passa ligeiro
que mal consigo tocá-lo.
E logo eu, seu escudeiro,
Poeta por tanto amá-lo!

Diz-se sábio o ser humano,
para Deus isso é loucura!
Saber tudo é um grande engano
que a convicção amargura...

Se me desse Deus, saber,
dia que a morte viria...
Sorvia no amanhecer,
sereno e sabedoria.

Descobri, vou retirar,
todo o cisco de meus olhos.
Ao amor vou me entregar
sem mais temer os abrolhos.
O vento na areia escura,
marola de meu porvir.
Nele sinto que perdura.
Meu desejo de ir e vir...

Seque a brisa doravante,
o pranto da despedida.
Acena paixão errante...
Adeus não, amar é vida!

Meus versos criaram asas,
voando aos olhos do mundo.
São poemas, - vivas brasas -
de um coração vagabundo...



A vocês, vai meu recado:
Na voz que afugenta as dores,
no nordeste abandonado,
rendo ao Cordel, meus louvores...

A bênção, Luis Otavio!...
Poeta que trova ensina.
Com doce sabor Batávio,
para trovar minha sina!

Obs. Batavia era uma região da Holanda



"Mandou, pois o Senhor Deus um profundo sono a Adão; e, enquanto ele estava dormindo, tirou uma das suas costelas, e pôs carne no lugar dela. E da costela, que tinha tirado de Adão, formou o Senhor Deus uma Mulher; e a levou a Adão. E Adão disse: Eis aqui agora o osso de meus ossos e a carne da minha carne; ela se chamará Virago, porque do varão foi tomada. Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher; e serão dois numa só carne. Ora um e outro, isto é, Adão e sua mulher, estavam nus; e não se envergonhavam (porque ainda eram inocentes)." (Gênesis 2: 21 - 25)



domingo, 6 de dezembro de 2009

"Amigos,com os melhores votos de Feliz Natal! " - Mensagem enviada por Clevane, escritora potiguar.

CLEVANE PESSOA DE ARAÚJO LOPES

Nordestina radicada em Minas Gerais. Psicóloga, sexóloga, jornalista, escritora, artista plástica. Embaixadora Universal da Paz (Cercle de Les Amabassadeurs Universels de la Paix - Genèbre), Suiça. Vice-Presidente do IMEL - Instituto Imersão Latina, Diretora Regional do InbrasCi, Pesquisadora do MUNAP, possui 7 livos publicados, 20 e-books. Seu curriculum é vastíssimo: além de inúmeros prêmios literários, pertence a diversas Academias: em 2009, tomou posse na ALB, Mariana, na qualidade de acadêmica fundadora, quando recebeu o título de Filósofa Imortal, Doutora Honoris Causa, PH I, pela ALB/CONALB. Acaba de tomar posse, na qualidade de Acadêmica Correspondente, na ALTO (Teófilo Otoni); e, em 18/11/2009, ocupará a cadeira nº 5 na AFEMIL - Academia Feminina Mineira de Letras (Belo Horizonte). Integra a Sociedade dos Poetas Vivos Digital vol. 5 e vol. 9. Entre as dezenas de páginas que se encontram na Internet, destaca: http://clevanepessoaeoutraspessoas.blogspot.comhttp://paginas.terra.com.br/arte/asasdeagua

ÁRVORE DE NATAL
Caminha apressada depois da faxina,cansada de tantos recolher papéis, lavar troços, organizar, abraçada a um presente da patroa, embulhado em papel alumínio, em papel manteiga e depois em um caderno literáio de um Jornal qualquer, as sobras do pernil. Tem pressa mesmo, porque a filha hemiplégica, de doze anos, depois de receber nas costas uma "bala perdida", que ninguém soube de onde veio, nem porque - sua comunidade sempre pacata - a espera sempre ansiosa. Jamais chega de mãos vazias. Uma balinha que seja, tira da bolsa grande, cara e velha que a filha de D. Ju lhe dera, há uns seis anos. Ver o sorrido angelical da meninazinha, é seu grande momento do dia. Sim, menina ainda. A puberdade sequer se instalara na pequena. Nem brotos mamários, nem cavar-se de cintura. A menarca ainda não marcara suas roupas íntimas. A garota, sem experiências sociais, leituras excitantes, não apreende as cenas picantes da novela que a mãe assiste ao chegar. Conhece todos os personagens, ri em todas as situações engraçadas, comenta as roupas da protagonista, acha bonito o artista que a beija. Mas continua com a alma de criança.
A mulher, no ponto do ônibus agora, observa um casalzinho a trocar afagos. A sem nehum constrangimento por estarem em público. A mão afoita do adolescente adentra a malha da camiseta vermelha da parceirinha e fica por ai, qual lagartixa em parece lisa. Desvia os olhos e pensa que, felizmente, a filha é uma menina, quase dá graças pela semiparalisia, quando pede persão a Santa Rita, não, claro, preferia fosse saudável, haveria de educá-la bem, pra que tivesse juízo. Perdida em seus pensamentos, penetra num cochilo reparador.
Quando abre os olhos, o ônibus está parado, ninguém, em o motorista estão nele. Assustada, levanta-se e caminha para a porta.
O trocador entra e diz, compreensivo: - A senhora perdeu seu ponto? Este é o final... Morde um sanduíche e ao reparar em seu olhar, oferece um pedaço, com a presteza dos pobres, que sabem o que é ter fome:
- Quer? Tome um pedaço. Entrega-o e ela agradece, mas antes de comer, pergunta quando o ônibus sai.
- Agora mesmo, mas a senhora terá de descer e pegar aquele - aponta para um coletivo parado à frente, ainda com as luzes apagadas - o motorista me mandou "vim "avisar."
- Mas vou ter de pagar de novo?
- Tem, mas vou falar com o motorista para deixar a senhora entrar por trás, e não rodar a catraca.
- Ah, será que ele deixa?
- Vamos ver, diz o rapazote. Dá espaço a que ela desça, com um gosto bom de salame na boca.
Tudo arranjado, ela volta para casa, já sabendo que o ônibus, no retorno, não passa tão perto de seu barraco, ainda assim, sente-se bem, parece um relaxamento, um passeio de ônibus, ela qual uma princesa em sua carruagem. Princesa? Ri de si mesma! Longe se vão os tempos em que acreditava em história e fadas e afins. Quando entrara na igreja para se casar com o Beto, cumprira um último trajeto de esperança, simples mas resplandecente de alegria, no seu vestido branco, véu e grinalda de margaridas. No mesmo ano, ele morrera afogado, brincando e acenando para ela.Dali para frente, grávida e chorosa, só lutas. Até agora, quando a única alegria era a menina, Jaqueline. Quando pensou na filha, estremeceu. Mas onde estaria o pacote com os restos e pernil? Lembrara-se do outro ônibus, ali dormira, por certo, fora roubada. Ou deixara cair, sonada...
Desolada, pensou que aquela hora, não encontraria mais nada pra a filha, mas suspirou e agora já despida da sensação gostosa de ter uns momentos sem correria só para si mesma, caiu num estado de qusase letargia.
O motorista, já avisado pelo tocador, de seu trajeto, olhu para trás e falou bem alta para a passageira única, caso estivesse cochilando:
- Ei, minha tia, é o próximo ponto.
Quando ela passava por ela, para sair do veículo, ainda a instruiu, enquanto passava uma toalhinha no rosto suado e simpático e observada a mulher limpinha e com ares de grande cansaço:
- A senhora vira duas quadras acima, à èsquerda e duas ruas depois, é aquele ponto perto da sorveteria, quando o ônibus vem de volta.
Ela desceu, num local ermo, embora mais para cima, bares estivessem abertos, as pessoas certamente com a canseira e a falta de grana pós natalina.
Foi andando, um pouco apreensiva, porque aquele não era seu trajeto, de vez em quando, por prudência, virava a cabeça para um ou outro lado, para descobrir que andava sozinha. Ao virar a primeira esquina, uma porta se abriu, era a da cozinha de uma churrascaria. Um rapaz de bigodes jogou fora, por sobre as latas de lixo, metros e metros de enfeites natalinos, aqueles usados em guirlandas, ainda com objetos pendurados. Ela deu alguns passos e voltou. Sim, estavam jogando fora. Começou a tentar enrolar, enrolou-se com a tarefa, e a porta novamente se abriu. O rapaz riu:
- Quer levar? Deixe que eu ajudo! Tem tanto enfeite, que nem sabemos onde jogar mais. Com mãos grandes e ágeis, fez rolos e foi lhe entregando. Alguns ela colocou na bola, sem poder mais puxar o fecho-eclair. Ele foi lá dentro e voltou com uma grande estrela:
- E essa, a senhora quer? Ainda tem as luzinhas, é só ligar... O patrão mão gosta que guarde, para não juntar poeira, baratas, ele é fanático por limpeza, mas tem de ser, é um restaurante... Ela abanava a cabeça, a alma novamente iluminada. O presenteador lhe disse:
- Ei, a senhora quer levar umas sobras? Tem muita coisa que estamos dividindo, faço uma embalagem "de viagem" para a senhora. Ela jamais viajara, mas fez que sim, agradecendo previamente, o sorriso luzindo no rosto.
Ele voltou com uma caixa.
- Tem de um tudo aí, só coisa fina, até doces e castanhas - e com o tato dos generosos, minimizou a doação, para que não parecesse esmola - também estou levando para minha patroa, acho que dá para congelar, para o Ano Novo, até... Todos nós estamos enchendo caixas...
Ela fez que "sim" com a cabeça e contou:
- Minha filha está me esperando, ela adora doces...
Já ia saindo, quando ele chamou:
- Olha que bonito, disse mostrando uma fileira de pequenos aljôfares vermelhos e dourados. Toma aqui! - E vendo que ela não tinha mais espaço, enrolou tudo em seu pescoço, depois de pedir licença - até parece um colar!...
Quando desceu do ônibus, correu para casa e encontrou a menina, cansada de esperar, semia dormecida. A garota, com aquele sorriso de barco, igual ao dela, exclamou feliz:
- Nossa, mãe, você está aparecendo uma árvore de Natal
Aquela foi uma das melhores noites de reencontro cotidiano das duas, um Natal atemporal, mas cheio de encantamento, alegria e fartura!

Clevane Pessoa de Araújo Lopes

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Fotos do 3ª Encontro Estadual do Fórum Potiguar de Escolas de Leitores.

O Encontro foi uma promoção do Instituto de Desenvolvimento da Educação-IDE, Instituto C&A, Secretaria de Estado da Educação do RN e União dos Diretores Municipais de Educação do RN, o mesmo contou as presenças dos escritores Elie Bajard, da França e José Pacheco, de Portugal, e também com as presenças dos gestores, coordenadores, mediadores de leituras e outros participantes afins.

Doutora Cláudia Santa Rosa, coordenadora administrativa do IDE e organizadora do encontro.

Registros do Fórum na Assembleia Legislativa do RN.



Convite do nosso confreiro amigo, MCGarcia:


PROJETO CHÁ COM POESOFIA - 2ª EDIÇÃO
TEMA: POR QUE A PAZ É IMPORTANTE?
Convidamos V. Sª e família para a 2ª edição do Projeto Chá com Poesofia que acontecerá no próximo dia 19/12/2009, 3º sábado do mês, na Biblioteca Cultural Otávio Garcia, no PONTO DE CULTURA, das 15 às 17 horas.

Nesta segunda edição do Projeto Chá com Poesofia, o tema é: Por que a PAZ é importante? Que será voltado à realidade na qual vivemos, onde povos do mundo inteiro têm se preocupado em alardear e dessiminar a paz, mormente neste período de confraternização universal em que estamos prestes a partilharmos intensamente com a passagem de mais um novo ano que se aproxima. Não deixe de fazer a sua refutação sobre tal indagação, pois você é nossa(o) convidada(o) ESPECIAL!!!

COMO CHEGAR: Vindo pela Ponte Nova ou ponte Velha, na Av. João Medeiros Filho, entrar em ruazinha - Pe. Cícero - de frente ao Posto de Gasolina ALE, e pegar a primeira rua à direita, já é a rua São Francisco, ir até o nº 168, no 2º cruzamento, de frente ao Salão: Beleza Feminina e loja: Neide Variedades. CONTATO: (84) 8832-5006 / 9412-8985 c/ M. C. Garcia.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Momentos da Oficina de Mediação de Leitura com o escritor francês Elie Bajard.

A Doutora Cláudia Santa Rosa, organizadora da oficina e coordenadora do Instituto de Desenvolvimento da Educação-IDE, participou de todos os momentos.

A Escritora Salizete Soares, Subcoordenadora da Subcoordenadoria do Ensino Fundamental- SUEF-SEEC/RN, socializou essa experiência vivenciada na oficina.

A professora Elba, mediadora de leitura do Instituto Ary Parreiras também socializou com a turma.
Elba, mediadora de leitura do Ary Parreiras, e Flauzineide assessora pedagógica do IDE, pousaram para foto com o escritor Elie Bajard.


Poemas foram recitados aos ouvidos dos colegas...


Outras dinâmicas foram trabalhadas.