quinta-feira, 4 de julho de 2013

Escritoras potiguares e suas poéticas...

Fatuca (Angicos) e Bianca (Santana do Matos)
Escritoras potiguares
(A foto é do blog de Bianca, desconheço o autor da foto)
 

A poética da Professora Fátima Nascimento

 

A tristeza faz mal a alma!
 

Ponha nos lábios um sorriso
Mande embora a tristeza
Contemple coisas boas
Por exemplo... a natureza!

Procure inspirar um ar puro
Vá a um precioso jardim
Converse com algumas flores
Tire do coração o que for ruim!

Procure um velho amigo
Presenteie com uma flor
Dei-lhe um abraço apertado
E confesse-lhe o seu amor!

São gestos assim...
Que iluminam a vida
Trazendo de volta
A alegria perdida!

Profª Fatuca, 2013.

curtindoumpouquinhodepoesia.blogspot.com

 

A poética de Bianca Moreles

OS QUINTAIS

O quintal feito de varas
Que na minha casa tinha
Protegia a cozinha
Hoje não existe mais
Também não tem animais
Para a porta empurrar
Pra no açude pastar
E o terreiro invadir
Só falta se despedir
Com as lagrimas a jorrar

Não existe mais quintais
Hoje é cercado de muro
Não se dorme no escuro
É na luz da energia
Hoje se tem alegria
Mas, não é como antes
Que ficava radiante
Com qualquer coisa atoa
Eita vida que era boa
A que já ficou distante.

Bianca Moreles.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

DATA: 05-07-2013 (6ª feira) - “III Sarau da AFLAM – 2013”



CONVITE

  
A Academia Feminina de Letras e Artes Mossoroense (AFLAM) e o Instituto Alvorada convidam V. Sª e família para participar do “III Sarau da AFLAM – 2013”, tendo como proposta sensibilizar,integrar e divulgar a Comunidade Escolar aos trabalhos líteroculturais e artísticos produzidos pelas Acadêmicas . 

DATA: 05-07-2013 (6ª feira)

HORÁRIO: 19 e 30m às 20h e 30m

LOCAL: Instituto Alvorada

Foto de Acadêmicas da AFLAM

Visite o site da AFLAM

Convite para o aniversário de Minas Gerais...


Compartilhando convite, você também é convidado (a), é só entrar em contato e confirmar





SUGESTÃO PARA QUEM NÃO TEM CARRO:

HAVERÁ UM MICRO-ÔNIBUS (21 LUGARES - SE FECHAR COM MAIS, PODEMOS CONTRATAR OUTRO), CUJO LOCAL A AGUARDAR A PRESENÇA DOS QUE VÃO ADERIR QUE PODERÁ SER NAS IMEDIAÇÕES DA AGAÉ VIZINHO AO NATAL SHOPPIN OU NA ANTIGA ETFERN (SALGADO FILHO).
 AINDA NÃO PODEMOS CONFIRMAR O LOCAL. QUEM FOR ADERIR, POR FAVOR, ENTRE EM CONTATO OM OS TELEFONES ANEXOS.

14,00 POR PESSOA.

LOCAL: A MARCAR A SAÍDA PARA O VALE VERDE.

CONTATO: 8821 5195   OU 8808 3995 OU  20106446

terça-feira, 2 de julho de 2013

segunda-feira, 1 de julho de 2013

SARAUTERAPIA - Dia 03.07.2013 - Convite compartilhado com vocês

Dr. Rubens Azevedo - Presidente da SBDE
 Convida para o Programa Quarta CULTURAL" ANO IX             
                        O que é? - SARAUTERAPIA?  é uma terapia em forma de Sarau que oferece: Poesia, Música,  Dança,  Causos, Humanismo
INGRESSO  è  01 ABRAÇO!
Quando?  - Sempre na  1ª  e  na  3ª quarta-feira do mês.
Quando será o próximo?  -  Dia 03.07.2013  
 Das 18 às 21 horas.
TEMAS DO MÊS: DIA - DO HOMEM (15); DO ESCRITOR (20); DA VOVÓ (26)

Compareça e convide amigos e parentes! TODOS SERÃO MUITO BEM-VINDOS!
Apresentação:  SPVA/RN - Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN.
Coordenação Geral:   SBDE - Sociedade Brasileira de  Dentistas Escritores.

Texto de Públo José



O CACHORRO E O GATO
      Públio José – jornalista

publiojose@gmail.com

                        Os tempos antigos – tempos em que os bichos falavam – nos encantam com uma fábula muito interessante. É a fábula do Cachorro e Gato. Eu era menino quando tive acesso a essa história. De lá para cá, muitos detalhes da fábula se perderam da minha memória, mas ficou o tom inesperado do desfecho, a conclusão inusitada do seu enredo. O cachorro tinha um dono agressivo que o obrigava a ser valente, destemido, sem medo de enfrentar animais até maiores do que ele. Já o dono do gato era pacato, mais interessado na solução de seus problemas diários, sem inclinação para bisbilhotar a vida dos outros. Muito menos em promover arenga do seu gato com outros animais das proximidades. É bem verdade que o fato de possuir um gato não lhe dava condições de fazer do bichano um lutador contumaz. Quando muito, cobrava do gato atitude mais agressiva quando surgia um rato.
                        É certo também que, para enfrentar um rato, o gato não precisava de muito incentivo. Afinal, gato é gato. E em seus instintos está o desejo de devorar os ratos que cruzam seu caminho. Os problemas para o gato tiveram início quando o dono do cachorro passou a incitá-lo a perseguir o gato. “Vida miserável” reconhecia, por conta das inúmeras vezes que entrara em casa, esbaforido, tendo o cachorro em seus calcanhares. Reclamava do seu dono uma postura a seu favor, algum gesto em sua defesa, mas o homem lhe pedia paciência e voltava-se para os seus problemas. A partir de um determinado momento, o gato concluiu que ele mesmo tinha de fazer algo para se livrar da perseguição. (Imaginem que, em certas ocasiões, estava na iminência de abocanhar um rato – quando surgia o cachorro, pondo tudo a perder. Além da humilhação, e do risco de ser devorado, voltava para casa de barriga vazia).
                        Essa fábula se apresta sob medida ao que se passa atualmente no Brasil. Os políticos que estão no poder fazem o papel do cachorro, enquanto a população representa o gato. Perseguida, humilhada, roubada em seus anseios por uma vida melhor, a população brasileira se debate em angústias – sem ter a quem apelar. Não pode almejar nada melhor para sua vida, pois aí vem o cachorro – e zás! Devora tudo! Basta olhar para o volume de obras inacabadas (milhões e milhões de reais jogados na lata do lixo. Epa! lata do lixo não. No bolso de um bando incalculável de corrutos); a educação no fundo do poço; o precaríssimo sistema de transportes urbanos; a segurança entregue às traças; a saúde moribunda; e agora, diante de uma realidade que lhe mostra portentosos estádios de futebol, onde bilhões e bilhões foram gastos, com retorno incerto, enquanto outros serviços continuam de péssima qualidade.
                        O que o povo fez? Cansado de ser perseguido pelos corrutos e gestores incompetentes, lançou-se às ruas em sinal de protesto. E o que se viu, do dia para a noite, foi o brasileiro, principalmente os jovens, debatendo temas a até pouco tempo distantes do seu dia a dia. Com isso, os responsáveis pelos governos tomaram um susto e viram a situação se inverter: agora o gato é quem persegue o cachorro. Agora, a pauta de discussão nas casas legislativas e nos palácios governamentais vem sendo imposta pelo clamor das ruas. Tudo semelhante ao acontecido na fábula. Pois um dia, cansado de tanta perseguição, o gato reuniu um grupo de (gatos) amigos e partiu para a luta. Em bloco, voaram pra cima do cachorro e lhe deram uma sonora surra. Tão sonora, que até hoje se ouve o ganido do cachorro, por praças, ruas e avenidas, todo lenhado das unhadas e mordidas dos gatos. Canhãe, canhãe, canhãe... 
Miau...