sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Josefa Maria dos Santos Fernandes, poetisa potiguar – Pelos caminhos da vida



A obra de Josefa tem o título: Pelos caminhos da vida.

Dados Biográficos da Autora

Nascida aos dezenove de janeiro de 1936 na zona rural de Caicó às margens do Rio Seridó. Meu pai Manoel Etelvino dos Santos ( in memória) e minha mãe Maria Minervina dos Santos.
O convívio no campo onde me criara ouvindo o trinar dos pássaros e, tomando banho com minhas primas no riacho das flechas ou, na correnteza do rio, fizeram-me uma garota sensível, inteligente- modéstia à parte – e voltada desde d cedo, paraa poesia e as letras em geral. Essa influência também se deve ao meu pai que era grande admirador da literatura de cordel. Lembro dele, por exemplo, recitando versos para nós, nas noites de luar, quando íamos todos nos sentar à calçada.
E quando descobri que meu pai guardava no sótão uma pequena arca de livretos de cordel, não o deixei mais sossegado enquanto ele não me dera permissão para lê-la. Coisa que fiz com avidez. Os principais que ainda lembro são: “O Segredo de Lindóia”, “Genoveva”, “Izabel - a morta virgem”, “Entre o amor e a espada”,etc.
Quando completei meus primeiros estudos, fui para Caicó onde me diplomei professora.
Mais tarde, ao voltar de Belo Horizonte – MG, onde fizera o curso do PABAEE, passei a ocupar o cargo de professora de Metodologia da Língua Pátria, no então Curso de Pedagogia em Caicó.
Participei no Rio de Janeiro, como bolsista do MEC, do curso para orientadora da 1 ª série do ensino básico pelo “Método da Abelhinha” com oito meses de estágio na Escola Guatemala na cidade do Rio de Janeiro, em 1968.
E em Natal – RN, participei do experimento do Projeto Saci em 1972.
Licenciada em Letras pela UFRN em 1979, passei a exercer definitivamente o cargo de professora da Língua Portuguesa no Ensino Médio, até aposentar-me.
Josefa Maria dos Santos Fernandes – A autora.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

"Fim de ano" - Maria Antonia, poetisa potiguar



 
Fim de Ano – começo dos recomeços.
(Por Maria Antonia Bezerra da Silva – Autora de “pétalas de sonhos”, 2003 “Ler, Pensar e Construir” – 2005; “poemas na Areia” – 2009)


  Rebuscando folhas do passado, Repassando a limpo antigas opiniões, Velhas opiniões, sonhando velhos sonhos A gente aprende lições que durante anos, não fomos capazes de aprender. A peleja da vida, os momentos tristes, os passos em falso, as ilusões, as frustrações, até os breves momentos de solidão são totalmente esquecidos quando uma lição verdadeira e necessária enfim acontece na nossa vida. Caminhos de pedras, flores cheias de espinhos, nuvens negras agora não precisam povoar a vida de quem aprende que “viver” não é simplesmente viver da espera de um futuro que nunca chega, de alegrias passageiras, de sorrisos supérfluos... Somos corpo e alma, precisamos de coisas que o dinheiro não compra, que a aparência não preenche, que outro ser humano não completa. Somos filhos de Deus, e aprendemos na alegria ou na dor que existe um “ser” que nos completa, que nos transforma, nos melhora e nos e nos molda, a cada dia, a cada prece, a cada esperança na vida, no amor e no poder do grande amigo que jamais nos abandona. Então, nessa mensagem de fim de ano, abro meu coração para falar dos votos de um novo começo ou recomeço para todas as coisas que já estão dando certo. Agora, refletimos juntos sobre aquilo que estamos adiando, seja uma palavra amiga, um abraço, um carinho, um olhar atento a um irmão que passa ao nosso lado. Uma oração que pensamos em fazer, aí bate o sono, o cansaço, e adiamos. As vezes, pensamos em realizar aquele sonho que por tanto tempo, estivera guardado em segredo, mas por um motivo qualquer deixamos para depois. Bater um papo com um amigo, fazer uma caminhada, olhar o sol de fim de tarde, reconquistar uma amizade perdida, rever o mar, escrever um verso, acolher quem precisa apenas de nossa atenção, plantar uma sementinha, pedir perdão a alguém, que sem perceber, magoamos. São tantas pequenas coisas que poderíamos recomeçar, restituir, reviver, reconsiderar, e reaprender a sermos puros tal qual fomos um dia, na infância. Com passos de bebê, cada gesto, uma conquista, cada passo, um degrau, seríamos assim novamente recarregados dessa força misteriosa que nos impulsiona a sermos cada vez melhores, a querer ultrapassar o estágio de fraqueza humana, de egoísmo, de individualismo, de arrogância, de superar os outros, o de saber mais, o da vaidade, de correr mais que o tempo, de atropelar os sentimentos alheios para mascarar nossa vulnerabilidade. Minha amiga, meu amigo, sejamos assim, simples, recomeçando tudo outra vez, sem medo de cair a mesmice de estar no mesmo lugar por tanto tempo. Que sejamos assim, arraigado às idéias que são nossos pilares, aqueles que são as nossas raízes, nossas origens. Os anos idos não importam mais, nosso espírito é que precisa ser jovem para que o nosso sorriso nunca desapareça, a alegria infantil não se perca, as lembranças benfazejas não desapareçam do coração. Para que esconder o desejo de correr pela praia, afofar os pés na areia úmida e esquecer pensamentos incômodos. Para que amarrar a “cara” e negar um “oi”, um “bom dia” para alguém que você conhece apenas de vista? Existe coisa melhor do que acordar cedo, observar a vida, cumprimentar um estranho, sentir que esse é o momento que não se repetirá mais em sua vida, por que não fazê-lo com entusiasmo? Que tal, buscar fazer um amigo a cada oportunidade, quem sabe assim possamos superar o número de inimigos naturais que acumulamos em nosso dia a dia? E enfim, pensamos em como é bom termos amigos, contarmos com amigos quando precisamos, que tal sermos esses amigos? Por que amigos são aqueles seres que enchem nossa vida de sentido, que nos ouvem, nos fazem sorrir com bobagens, que preenchem nossos dias e nos fazem acreditar em sonhos perdidos. E quando esses amigos não conseguem preencher aquele vazio estranho, aquela sensação vazia, de “confusão mental”, aí sim, aquele amigo invisível aos olhos, mas de dentro do coração, nos preenche através da fé, que nos compreende, nos ouve, nos perdoa, nos ama acima de todos os defeitos e nos enchem de qualidade. 2009 chega ao seu final, e esse momento de reflexão nos proporciona mais uma chance do recomeço, do perdão, da mudança de opinião, das lembranças, de quebrar as “amarras” dos “prés”, de conceitos, de juízos, de tudo que nos forçam a viver uma vida muito mecanizada. Que tal olharmos em nossa volta, e como num passe de mágica, o olhar transforma-se numa “ótica poética”, onde só as coisas belas possam ser admiradas. Onde a vida seja menos complicada, mais intensa, mais feliz. Fim de ano, mas recomeço para novas aventuras. A doce e bela aventura de viver. Sejamos felizes, assim, simplesmente dessa forma única de sermos meros seres humanos, que buscamos incessantemente sermos melhores, mais felizes, mais solidários, criativos, amigos e abertos ao novo. Que venha um 2010 repleto de tudo o que mais desejamos.
Fim de Ano – começo dos recomeços.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

"O dorso dos anjos" de Maria Maria, escritora potiguar




Dados biográficos da autora Maria José Gomes, que adotou recentemente o nome literário de Maria Maria Gomes, nasceu em Currais Novos, em 15 de outubro de 1966. É formada em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, com pós-graduação em literatura luso-brasileira, pela mesma Universidade. Aos 14 anos, escreveu os seus primeiros poemas. Aos 16, o primeiro romance. Recebeu menção honrosa no Concurso de Poesia Othoniel Meneses promovido pela Fundação Capitania das Artes. Publicou contos e poemas na revista Papangu da cidade de Mossoró. Atualmente organiza os blogs literários Espartilho de Eme, Água de Chocalho e Flores do Seridó. É consulesa do Seridó, título conferido pelo movimento poético Poetas del Mundo, com sede no Chile. É professora de língua portuguesa e língua inglesa, na rede pública de educação do estado do Rio Grande do Norte. Obras da autora: A Menina dos Olhos Claros (romance, 1982), O Cheiro de Origem (romance, 2006), O Despertar da Crisálida (romance, 2006), Outônicas (poesia, 2007), Contos de um Passado Perfeito (contos, 2009), Na Sétima Curva do Sol (romance, 2010).


O dorso dos anjos

Minhas asas foram cortadas
 -ao nascerem,
sob a lua-
naquele quinto de hora noturna.
Parte delas esvoaçava-se pelo chão.
Só penas e eu sentimos pena de mim.
Com o tempo
 - o tempo passa-
 refiz meu dorso.
E minhas penas, antes, espalhadas pelo chão,
viraram livros e voam na imensidão.

Maria Maria

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Lançamento do Dicionário de Escritores Potiguares, um documentário que conta as histórias do nosso povo.

 Organizadora do Dicionário, Conceição Flores, em momento de autógrafos.




sábado, 18 de outubro de 2014

Meus aplausos para a estrela de hoje: Elzabete Jota que comemora 90 anos lançado livro: "Os versos que eu recitei"



Esta é a vez de dona Elizabete, a poetinha Santanense/Angicana.
E dona Elzabete diz assim:

Eu nasci numa fazenda
Lá foi nossa moradia
Meu pai era agricultor
Trabalhava noite e dia
Daquela luta ganhava
Nosso pão de cada dia
E eu não sabia ler
E queria desenvolver
A cultura em poesia...

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Professor(a) - Geralda Efigênia. poetisa potiguar



 
PROFESSOR (A)
 
Quero enaltecer em versos
O brilho de toda uma história
De que todo Professor
Merece o reino da glória.

E ele o mestre que guia,
O mais débil, o popular!
Não escolhe rosto, nem nome,
Para poder ensinar.

Parabéns a todos os que têm
Essa missão singular
Jesus Cristo os abençoe

Aqui e em todo lugar
Colocando em berço esplêndido
Quem sabe lecionar.


A professora mulher- Para vocês mulheres professoras - Flauzineide, poetisa potiguar



 
A professora mulher

Esta mulher bem vestida,
De aparente boa vida,
No sábado é faxineira,
No domingo lavadeira.

Durante a semana inteira,
Ela anda bem faceira,
Trabalhando sem parar.

Esta mulher bem vestida,
De aparente boa vida,
Não mostra a idade que tem,
Já trabalhou demais,
Ainda hoje é capaz,
De executar tarefas tão bem.

Ela é uma professora,
Esforçada, batalhadora,
Mãe de família também.

Inicia seu dia de trabalho,
Como se fosse o primeiro,
Nada para ela é ronceiro,
Aceita os desafios tão bem.

É calma, mansa, incapaz,
De fazer mal a alguém,
Dissimula ofensas,
Procurando perdoar,
Mágoas? Não quer guardar,
Por saber que não faz bem.

Segue em frente, trabalhando,
Suas tarefas executando,
Sem reclamar a ninguém.

Cada dia uma esperança,
Tem dentro de si a criança,
Que não fez desabrochar,
Por timidez, incerteza,
Ela não teve a destreza,
Da infância aproveitar.

A professora mulher,
Faxineira, lavadeira,
Foi dentista, foi doutora,
Advogada, defensora,
Foi advinha também.


Esta mulher esforçada,
É artista, equilibrista,
Contadora de histórias.

Ao chegar o fim do mês,
Distribui o seu salário,
Com um empenho extraordinário,
Aquele ali tem que dar...

Ela ainda dá carinho,
Dá amor e de mansinho,
Continua a trabalhar,

Esta mulher tão comum,
Ainda esposa é,
É também uma grande mãe,
Esta honrada mulher!