sexta-feira, 9 de setembro de 2011

ZÉ MILANEZ VIVE!


Foi com essa frase de saudade que a biografia desse homem imortal foi concluída no texto abaixo. “ZÉ MILANEZ VIVE!“ E eu ratifico: Vive mesmo, na garra de Geralda e provavelmente dos demais filhos e filhas para os quais ele deixou como legado: o senso de justiça, solidariedade, complacência, amizade e fidelidade. Mas também, ele nasceu dois dias após o famoso grito: “Independência ou Morte” ainda por cima nasceu em um sítio chamado “Boa Vista” que lhe ampliou a visão. E um dia após o “Dia Mundial da Alfabetização” para já nascer em consonância com as letras, assim sendo já nasceu alfabetizado. Nasceu no ano da “Primeira greve geral do Brasil”, que resultou na morte de um jovem chamado José Martinez. “José Milanez” era do signo de virgem e para os que acreditam em signo, o virginiano traz (como ele) características positivas de ser trabalhador, crítico, intelectual, prestável e organizado. Verbo que gosta de usar “Eu sirvo” . Zé Milanez foi para Deus no “Dia do soldado” dia esse criado para homenagear o famoso Duque de Caxias (por ser seu aniversário) que lutou com garra para defender o Brasil em todas as instâncias. Quantas coincidências... A história de vida desse cidadão chamado Zé Milanez é tão bonita que eu não poderia deixar de homenageá-lo nesse dia nove de setembro, dia de seu nascimento. Ah Geralda! Agora eu posso entender com uma luz focada em você, porque você brilha tanto e tem tanto orgulho do seu pai, sempre diz aos quatro ventos: Sou filha de Milanez... pudera, com um pai desses tem mesmo que anunciar.

E eu encerro minha homenagem dizendo:
Viva a família Milanez! Viva Geralda Efigênia! Poetisa, cordelista e herdeira das letras e da veia poética de Zé Milanez,




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Biografia

JOSÉ COSME DA SILVA, Conhecido como "JOSÉ MILANEZ", nasceu em 09 de setembro de l917 no Sítio Boa Vista, de propriedade dos seus pais, no município de Cerro Corá/RN.
Descobriu que era poeta quando estudava com o Professor Felisberto de Carvalho.
Ainda criança começou a escrever versos e a improvisar do som da viola, presente do seu tio José Ribeiro, encantado com sua inteligência, desenvoltura e a maneira peculiar de relacionar-se com a poesia.
Tornou-se assim, na juventude, um profissional da viola com a extrema capacidade de improvisação, alicerçada em conhecimentos adquiridos pela prática da leitura e da pesquisa escrevendo assim trabalhos científicos, históricos e religiosos. Foi um dos melhores cordelistas do seu tempo. Nas suas cantorias debateu com cantadores como os irmãos Batistas (Dimas, Otacílio e Lourival) José Alves Sobrinho, Josué da Silva, Domingos Tomaz, José Melquiades, entre outros, escreveu ainda trabalhos sobre Cosmografia Universal, a História de Moisés, do Judeu errantes, Samuel Bele-Beth.
Por muitos anos viajou, conhecendo diversos contextos culturais: Cantou seus versos para os mais variados públicos, conquistou amigos e provocou emoções.
Nessas viagens, conheceu sua alma gêmea a, a Professora Maria Macedo Xavier Silva "Dona Nenzinha", assim chamada carinhosamente pelos familiares e amigos. Juntos realizaram seu maior sonho. A formação superior para seus 10 filhos. (7 mulheres e 3 homens)
Como poeta e cordelista, publicou vários folhetos, entre os quais, se destacam:
. Abílio e Jovelina - O rapaz que enricou com 700 réis.
. Os heróis de Currais Novos (Francisco Xavier Batista e João Acioly)
. Casamento Sertanejo
. Pranteadas mortes de Cosme Domingos e Filhos
. Lágrimas do Poeta
. Triste morte de um vaqueiro
. História verídica de dois amigos (Francisco Neto e José Pinheiro)
. A defesa de José Cosme da Silva Milanez e Manoel Macedo Xavier
. O trabalhador Rural
. Os suspiros da humanidade e os castigos de Deus
Publicados pela UFRN/Pró-Reitoria para Assuntos Universitários/ Projetos Universitários
Apoio: FUNARTE
Foi produtor e apresentador de um programa de Rádio, na Rádio Currais Novos durante 3 anos consecutivos, onde cantava e decantava em verso e prosa, o amor, às belezas do sertão, entre outras tantas temáticas.
Foi líder político, sem cargo eletivo. Foi Funcionário Público Federal, onde exerceu suas funções da Casa da Lavoura na Cidade de Cerro Corá/RN. Foi também Funcionário da Mineração Tomaz Salustino (Mina Brejuí), onde residiu por muitos anos. Dedicou-se ao sindicalismo, atraído pelas injustiças sofridas, principalmente pelo homem do campo, uma vez que lá estavam suas raízes.
Foi o fundador do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Currais Novos, uma entidade de classe fore e dinâmica com mais de 4.000 (quatro mil) associados, voltados exclusivamente para a organização e defesa dos interesses dos trabalhadores rurais, que tinham por seu líder, respeito e confiança, resultado do trabalho que vinha sendo efetuado, que ia além do atendimento diário nas áreas de assistência social, médica, odontológica e jurídica, mas sobretudo, pela abertura de caminhos que lhes proporcionavam através da informação para o exercício da cidadania.
Como sindicalista, participava ativamente das lutas, mobilizações, congressos e seminários, tanto no âmbito estadual como nacional.
Comumente era convidado para realizar palestras para alunos das redes de ensino estadual e municipal e da UFRN - Campus de Currais Novos e entidades comunitárias.
Também foi responsável pela produção e apresentação de um programa semanal na Rádio Currais Novo, visando implementar e consolidar a organização e a conscientização dos trabalhadores rurais do município e da região do Seridó no tocante dos seus direitos sociais.
Permaneceu por 14 anos seguidos na defesa do seu povo como Presidente do referido Sindicato, com sede própria à Rua São José. Hoje, Rua José Milanez, uma homenagem dos moradores após a sua morte, apoiada e referenciada pelo legislativo e executivo municipal.
Assim de forma sucinta, foi sua trajetória de vida, serena, saudável, amorosa. Inteligente, idealista e sonhador, sempre realizou em prol dos mais necessitados.
Foi amado, admirado, às vezes injustiçado, o que aumentava a sua convicção e disposição de luta, que tinha como arma o diálogo, a negociação.
Mas a sua luta e seu trabalho edificante foram interrompidos, no dia 25 de agosto de 1986, aos 68 anos de idade, através das mãos de um insano covarde, cruel e malicioso, monstruoso, sem lhe dar nenhum direito de defesa e de um adeus a tantos quantos o amavam.
ZÉ MILANEZ VIVE!


Postado por GERALDA EFIGÊNIA em seu blog:
http://wwwgeraldaefigenia.blogspot.com/

2 comentários:

GERALDA EFIGÊNIA disse...

Neidinha, minha amiga Neidinha. Obgda pelas belissimas palavras sobre meu inesquecivel pai. Como suas palavras são sábias e como vc articulou cada uma delas, encaixando direitinho cada fato. Somente uma grande e maravilhosa escritora feito vc dona de tanta sabedoria para dizer todas essas palavras bonitas. A lágrima desceu e deixei rolar abundantemente,obgda amiga querida mais chegada que uma irmã, como diz a bíblia. Sua amizade para mim é gratificante e muito significativa. Beijos

GERALDA EFIGÊNIA disse...

Parabéns pela lembrança e pela linda homenagem.

Ed Santos: spva/rn