terça-feira, 30 de julho de 2013

Vamos passear em Angicos comigo?

 A Praça J. da Penha onde fica a Igreja de São José,

clique na foto

 Conversando na calçada de madrugada (há três anos atrás)...

 No atelier de Bianca e outros artista da terra,

 Conversando no "banco da Praça" madrugada...


  Estamos no "Coreto da Praça",

O bonito "Pé de Angicos" - Árvore que deu nome a cidade.

Até a volta!
Trago noticias...

Minha malinha de cordeis...





Eu - Flauzineide - Neidinha, 
com minha confreira Geralda  Efigênia










Querência minha querência
Oh! Doce terra do sal

Nossa terra é salineira
Temperada de alegria
Num encontro terra e mar
Era lá que eu bem vivia
Cenário espetacular!
Lindo sol! Belo luar
O meu olhar refletia.

Meus pais, amadas estirpes
Não mais os posso encontrar
No “Campo Santo” local
Eles dormem a repousar
E na capela da entrada
Plantou-se a sua morada
Seu eterno descansar.

Em vida, pura união!
Desse amor foi que nasci
Lá na minha Areia Branca
Doce terra onde aprendi
Uma história interessante
De um Jardim contagiante:
A cidade onde vivi.

Do meu tempo de criança
Eu relembro com saudade
Tudo parecia sonho
Na minha bela cidade
E no balanço do mar
Com ondas a me embalar
Oh!... Quanta felicidade!

Falando de sentimentos
Eu relembro, com alegria,
Minha família e os amigos
Que o destino, com ironia,
Pôs num passado distante,
Na trajetória incessante.
Meu relembrar, fantasia.

Areia Branca, terrinha
De pureza triunfal
Suas praias são brilhantes
De beleza natural
Cada onda, é nova história
Conquista cheia de glória!
Essa terra é divinal.

Uma grande Ilha abraçada
Pelas águas minerais
“Maritacaca” era o nome
Da terra doce dos sais
Em meio à tal teoria
Lá também reina a poesia
De visões celestiais.

Sempre a postos estarei
Pra cantar tua beleza
E tua simplicidade,
Mesmo com toda riqueza:
Histórias fertilizantes
Pessoas exuberantes
Em tua alma tens grandeza

Produzes um ouro branco
Que mais parece cristal
Para o tempero de todos
É bastante essencial
Tens também um ouro preto
Além do branco *cloreto.
Nossa terra é genial

Preciso falar o que?
Da minha ilha encantada
Onde jorra tanto ouro,
E da gente abençoada?
Pois quem nasce nesse ilhéu
Já vem mandado do céu
Sendo por Deus enviada

Terra de homens ilustres
Todos com suas histórias
Do ministro ao pescador
Contam suas trajetórias,
Esses seres grandiosos
São também mui preciosos
Em meio a tantas memórias.

Areia Branca das praias
Dos morros brancos de sal
Da vegetação de mangues
De água pura e mineral
Um Porto Ilha pro mundo
Esse chão é bem fecundo
Isto o torna especial.

Areia, minha flor Branca!
De poetas, bons artistas
Do farol de Upanema
No centro de belas vistas
De beleza natural
Grandioso carnaval
E pessoas altruístas.

E porque não se falar
Das tuas ruas tão retas
Uma maquete ilustrada
Que seduz os teus poetas
Por pressentirem a essência
Saleiro doce e decência
De belezas tão repletas.

O teu nome é poesia
Homenagem, fortaleza,...
Todo Ser que a ti visita
Respira tua beleza.
Areia Branca querida
Minha querência garrida
Me orgulha a tua grandeza.

N”a festa dos Navegantes”
Focalizo a procissão
É barco pra todo gosto
Gente em toda direção
A Santinha ali presente
Mostra-nos que sua gente
Sente muita devoção.

Eis-me agora a relembrar
Pois guardei em minha mente
As procissões com papai
Pra mim ele era luzente
Por ser um bom marinheiro
Trabalhava o ano inteiro
Para sempre estar presente.

Uma lágrima me aborda
Com saudade e com emoção
Pois me lembro do carinho,
De meu pai, com proteção
Nos pondo em segurança
E com toda confiança
Seguíamos em procissão.

São momentos memoráveis
Que nos fazem recordar
Ao lembrar a procissão
Volto a me emocionar
Pois talvez não possa mais
Reviver momentos tais
Nem deles participar.

Lá tem “A festa de agosto”
Por todos tão badalada
Noite de grande elegância
E também muito encantada
É mais uma alternativa
Sendo outra festa atrativa.
Mais uma bem esperada.

Existe mais uma festa,
O esperado carnaval
Com blocos mirabolantes
Folia sensacional
Aqui vão meus cumprimentos
“À soma dá + de 300”
É um evento colossal!

“Aceitai esta coroa”
“Virgem santa mãe querida”
Ela é a grande padroeira
Dessa terra colorida
Senhora da Conceição
Virgem do meu coração.
Outra festa preferida.

Festas, festinhas, festanças
Acontecem em Upanema
A praia que centraliza
E nos serve como emblema
Para comemorações
Onde se vive emoções
Qual uma tela de cinema.

Se algo mais me esqueci,
Por aqui não registrei,
Talvez porque desconheça,
Algum fato eu não lembrei
Jovem, tive que muda
Em Angicos fui morar
E lá também me encantei.

Buscando mais atração
Em minha amada cidade
Encontrei lá várias balsas,
Uma boa quantidade
Pra turistas e operários
São bons transportes diários
Trazendo comodidade.

Tenho lá, minhas raízes
Muita história pra contar.
Dessas praias “num sertão”,
Descubro-me a recordar.
Vem à mente essas lembranças
E também as esperanças
De algum dia lá voltar.

Aqui falarei de amigos
Que também por lá deixei
Margô, *Nilda, Dedezinha
E outros mais que encontrei
Ramon, com carinho, citado.
Por esse ser encantado
Fraternal, me apaixonei.

Por isso e por muito mais
Meu lugar é especial
Tempera todo Brasil
Com doce gosto de sal.
Porto Ilha tão fecundo
Uma ponte para o mundo!
Lugar internacional.

Busco a praia de Upanema.
Recontando em poesia
Vejo e sinto suas ondas
Tremulando com alegria.
Dos meus castelos lembrando,
Com pedrinhas, cravejando,
Em criança os construía.

Da lancha de Zé Cirilo
Eu relembro a travessia
De Areia Branca à Grossos
Aonde eu ia com alegria
Às vezes pra passear
Outras pra “dramatizar”
Era sempre uma euforia.

Voltando a esse passado
Dos carnavais relembrei
“Quem não é não se mistura”
Bloco que participei,
Na década de setenta
Época à qual sou atenta,
Bons carnavais eu brinquei.

Dos blocos carnavalescos
Volto a mais antigamente
“Não queira saber”, um nome
Que guardo na minha mente
E “Balança Gabriela...”
A colorida aquarela.
Era bem surpreendente!

Em bela escola estudei
Lugar espetacular
Meu querido Educandário
Onde fui compartilhar
Os prazeres de criança.
Eu repleta de esperança.
Hoje canto a recordar.

Socorro nos ensinava
Com muita sabedoria
E logo nós aprendíamos
Sempre cheios de euforia
Na leitura caminhando
Dela nos deliciando
Caminhando com alegria

Encerrando esse reconto
Com grande contentamento
Mando abraços para todos
Com saudades! E lamento
Despedir-me dessa história
Que me lavando a memória
Traz-me um saudoso momento.

Esta é minha Areia Branca
Que é parte de minha história
A outra parte é Angicos.
Tesouro, terra de glória.
Se eu pudesse ambas juntar
Traria as pedras pro mar
Revivendo a trajetória.